domingo, maio 27, 2007
What's Happening , Brother?
E é nesas malditas horas que aparecem gurias muito bacanas na minha frente , mas eu acabo dando em cima de todas elas e nunca acontece nada , porque eu mesmo não entendo o que estou fazendo. "Ei , seu idiota , esse não é você!".
E eu preciso de referências , de coisas palpáveis pra me agarrar. E eu encontro então a voz desses negros maravilhosos e suas canções de lamento - lamento de solidão , lamento da destruição do mundo , lamento pela nostalgia de tempos que já se foram. Marvin Gaye me dá as referências para as questões - o que está acontecendo , irmão? - e tenta me dar as respostas. Al Green se lamenta de estar cansado de estar sozinho - e de fato eu me identifico com ele , mas ele não parece realmente ter sido um cara sozinho. Roberta Flack canta como se fosse o último canto de sua vida , por um cara que disse adeus de uma maneira estranha.
Pode parecer hipócrita , e de fato é , buscar a salvação na música de uma cultura que é tão distante da minha. (atalho clichê nº1) Mas o sofrimento desses caras é maior do que os meus - a voz deles traz na alma a dor da escravidão , dos maus-tratos , da saudade da terra natal. E saber que tem alguém que é capaz de extrair genialidade desse sofrimento é um tipo de inveja boa.
Porque o meu sofrimento só gera noites mal-dormidas , na frente dessa tela de computador , tentando achar alguma pessoa onde eu possa desabafar , algo com o que eu possa me distrair. E eu sempre volto a este bloco de notas - o melhor amigo do adolescente neurótico moderno. Ele não reclama , ele não vê meus erros de gramática , ele não se importa em ser totalmente deletado e reiniciado. E ele não pede explicações nem coerência às dez horas e quarenta e um minutos da noite de um domingo que começou muito cedo. (atalho clichê nº2).
Atalhos clichês. A vida está cheia deles. Essa é uma teoria que eu cultivo com certo carinho: a vida é baseada em clichês. O clichê de gostar de alguém pelo gosto musical , o clichê de acreditar que todo corintiano é maloqueiro , o clichê de falar que os Beatles foram os melhores - e de fato eles são , mas precisa-se ficar repetindo isso toda hora?
Velhas idéias são reaproveitadas sempre. Este último parágrafo é reaproveitado de uma carta de amor a uma guria que hoje eu já nem tenho mais amizade. Ou até devo ter alguma , mas se tenho , não quero mais. A poesia agora vive numa lata de lixo - e esta frase é uma cortesia de mais uma banda independente que só eu julgo conhecer nesta terra.
Aliás , é impressionante a mudança de valores na minha vida. Há duas semanas , pessoas legais são odiadas hoje. Um cara que parecia ser um bom amigo revelou-se um rival em potencial. Ele tem a guria que todo mundo quer nas mãos , mas suas preocupações acadêmicas passam por cima dela. E meu deus do céu , só os idiotas ou os muito seguros de si mesmos deixariam um amor pra ir atrás de preocupações acadêmicas. Elas , sem dúvida , não trarão a felicidade. Podem trazer realizações pessoais , mas não trazem felicidade.
E como tudo neste mundo está ligado , eu volto ao início do texto , onde eu digo que não consigo achar ninguém. Já dizia o maestro soberano que "é impossível ser feliz sozinho". A felicidade é o grande amor , maestro? Mas o grande amor não é aquele que não dá certo , Dary? Logo , a felicidade é algo que não dá certo? (é nessa hora que eu odeio silogismos). Quem dos dois estará certo? Eu gostaria de acreditar no maestro , mas a minha história não me deixa acreditar nele.
É nessas horas que eu devo desligar o computador. Quando eu entro em contradição. Amanhã é segunda , e graças a deus não tem prova , mas é dia de acordar cedo e ver os mesmos personagens de sempre. Boa noite.
terça-feira, maio 22, 2007
Red Rain
Eu já falei minha teoria sobre o Peter Gabriel e o Phil Collins? Porque todo mundo ama de paixão o Phil Collins e o Genesis da fase Phil Collins , mas sabe muito pouco sobre o Peter Gabriel? (mais uma das minhas velhas teorias que ninguém quer saber e ninguém concorda e ninguém entende). quarta-feira, maio 16, 2007
Autumn Song
Ah , o ETAPA vai consumir minhas energias pouco a pouco. Nem tem sobrado tempo para visitar os amigos , nem comentar aqui , nem nada. Bem , vamos lá...sábado, maio 05, 2007
What Light
O bom filho à casa torna.sábado, abril 21, 2007
O Mundo é um Moinho
"De cada amor tu herdarás só o cinismo".
É isso.
sábado, abril 14, 2007
On and On and On
domingo, abril 08, 2007
Photograph
It's in the photograph of love.
Pessoinha , pessoinha , feliz páscoa!
É muito chocolate , é muito chocolate... só toma cuidado pra não sentar nos ovos... :D
(Eu precisava de uma piadinha sacana).
Abração!
sábado, abril 07, 2007
Creep
Sim , Creep. É a do Radiohead. quarta-feira, abril 04, 2007
Vou Te Levar
domingo, abril 01, 2007
Fidelity
Confesso que se não fosse por você , eu nem teria ido no cinema com o pessoal hoje. Na verdade , eu não teria ido mesmo. Eu já estava indo embora quando percebi a bobagem que eu faria. Trocar conversar contigo pra ir na Galeria do Rock procurar uma camiseta do Weezer - putz , Weezer , meu Deus! , deveria ser uma banda que conta histórias com as quais eu me identificava no ginásio - seria uma grande bobagem.
E quando você me diz que quer escutar Regina Spektor , eu me sinto de certa maneira , feliz. Porque Regina Spektor me faz sorrir , porque eu te apresentei Regina Spektor - o fato do professor de história ter falado dela foi apenas um aceleramento do processo - e simplesmente , porque você me faz rir , e me faz feliz. Sim , eu estou sendo repetitivo. Sim , isto é para de fato você acreditar nisso.
Ruim for ter ido pra casa - e a minha casa é bem longe do cinema que a gente foi - sozinho , à noite , depois de uma chuva de verão , passando por lugares que eu nunca tinha visto. Dá uma depressão danada. A parte pior foi saber que ao chegar em casa eu não ia te encontrar , porque você vai numa festa que eu , tolo como sempre , não quis ir pois ficava muito longe de casa e acabei me arrependendo amargamente de não ter ido. Agora fico aqui escrevendo esta crônica idiota , tentando preenchê-la com elementos da cultura pop - algo que você valoriza , de uma maneira que eu também valorizo. Isto não passa de uma declaração barata de afeto , eu reconheço - o primeiro passo para corrigir um erro é admitir o erro. No caso , meu erro é continuar querendo fazer alguém gostar de mim por escritos , não por palavras. Talvez porque eu ainda seja muito covarde pra chegar em ti e dizer com palavras o que eu quero.
Não há nada como ter coisas pra escrever e ver essa tela branca do bloco de notas esperando pra receber milhares de caracteres. O problema é saber a hora de parar , quando o texto chega ao limite do repetitivo e do sacal. Quando o escritor está tão empolgado com seu texto e começa a escrever bobagens. Exatamente como agora. Ponto final.

