sábado, abril 07, 2007

Creep

Sim , Creep. É a do Radiohead.

Ouvir essa música na voz do Damien Rice às três da madrugada de um sábado é pedir pra querer cortar os pulsos logo em seguida. O velho Bruno - apaixonado , angustiado e notívago - está de volta. Mas dessa vez , diria a Vivi , vai dar tudo certo.

Tudo tudo tudo vai dar pé.

quarta-feira, abril 04, 2007

Vou Te Levar

Não , eu não estou ouvindo Charlie Brown.
Sim , é a música do Lobão.
Sim , o Lobão. Aquele mesmo.
Sim , tem um refrão bacana.
Sim , eu respondo suas perguntas antes de você fazê-las.
Sim , eu sei que eu sou chato.
Não , eu vim aqui pra te fazer rir.

Aos amigos que me disseram para divulgar a crônica pra guria , eu já fiz isso. Provocou a reação esperada - ela adorou , disse que ninguém nunca tinha escrito algo tão bacana sobre ela , me pediu pra escrever mais e disse que escreveria algo assim para mim , mas com metade do talento. Duvido que ela faça algo pior que o meu - , mas não em escala imaginada. Faltou algo , mas pelo menos eu já abri o meio-de-campo pra tabelar com o ataque. Daqui a pouco fica 1 a 0 pra mim , eu aposto.

Sim , é rídiculo comparar a vida ao futebol.
Sim , o Lula faz isso.
Sim , eu não gosto do Lula.
Não , eu tenho tendências de esquerda.
Não , eu não sou comunista.
Sim , eu sou liberal-esquerdista. Seja lá o que isso signifique.
Sim , eu faço narrações em off.

Narrações em off , clichês e canções. A cada dia , a minha vida é pautada por essas três coisas. Um dia sem clichês não é um dia , assim como a vida sem música seria um erro.

Sim , eu vou parar de dizer bobagens.
Sim , eu digo muitas bobagens.
Não , tem gente que gosta.
Sim , elas são pessoas consideradas normais.
Não , eu vou indo mesmo.
Sim , boa noite.
Sim , eu volto quando der.

domingo, abril 01, 2007

Fidelity

Fidelity
(Bobagens Sobre Uma Tela Branca do Bloco De Notas)

Você lia aquele livro verde do Veríssimo e dava suas risadas com as crônicas dele - e as suas risadas me faziam feliz naquele momento - , eu achando maravilhoso o livro curtinho do Galera e buscando algo que a história dele contasse que pudesse me dar uma sacada romântica pra chegar em ti - outra cantada barata que eu tirei das comédias românticas de Hollywood; essa eu acho que saiu do "Mensagem Pra Você" (entrelaçar livros com pessoas). Mas este é o grande problema , chegar em ti. Eu não sei se te amo , não sei se é só algo passageiro. Fato é que você não é qualquer guria , dessas que se encontram em qualquer esquina ou festa da cidade. Porra , você faz piadas tão inúteis quanto as minhas - e olha que as minhas piadas são totalmente inúteis - , escuta bandas que eu nunca pensei que outra pessoa neste país de terceiro mundo fosse escutar - mesmo que eu as tenha apresentado pra ti , mas também é pedir demais - e eu nunca achei uma guria que realmente fosse que nem você.

Confesso que se não fosse por você , eu nem teria ido no cinema com o pessoal hoje. Na verdade , eu não teria ido mesmo. Eu já estava indo embora quando percebi a bobagem que eu faria. Trocar conversar contigo pra ir na Galeria do Rock procurar uma camiseta do Weezer - putz , Weezer , meu Deus! , deveria ser uma banda que conta histórias com as quais eu me identificava no ginásio - seria uma grande bobagem.

E quando você me diz que quer escutar Regina Spektor , eu me sinto de certa maneira , feliz. Porque Regina Spektor me faz sorrir , porque eu te apresentei Regina Spektor - o fato do professor de história ter falado dela foi apenas um aceleramento do processo - e simplesmente , porque você me faz rir , e me faz feliz. Sim , eu estou sendo repetitivo. Sim , isto é para de fato você acreditar nisso.

Ruim for ter ido pra casa - e a minha casa é bem longe do cinema que a gente foi - sozinho , à noite , depois de uma chuva de verão , passando por lugares que eu nunca tinha visto. Dá uma depressão danada. A parte pior foi saber que ao chegar em casa eu não ia te encontrar , porque você vai numa festa que eu , tolo como sempre , não quis ir pois ficava muito longe de casa e acabei me arrependendo amargamente de não ter ido. Agora fico aqui escrevendo esta crônica idiota , tentando preenchê-la com elementos da cultura pop - algo que você valoriza , de uma maneira que eu também valorizo. Isto não passa de uma declaração barata de afeto , eu reconheço - o primeiro passo para corrigir um erro é admitir o erro. No caso , meu erro é continuar querendo fazer alguém gostar de mim por escritos , não por palavras. Talvez porque eu ainda seja muito covarde pra chegar em ti e dizer com palavras o que eu quero.

Não há nada como ter coisas pra escrever e ver essa tela branca do bloco de notas esperando pra receber milhares de caracteres. O problema é saber a hora de parar , quando o texto chega ao limite do repetitivo e do sacal. Quando o escritor está tão empolgado com seu texto e começa a escrever bobagens. Exatamente como agora. Ponto final.

quinta-feira, março 29, 2007

You Really Got Me

Riffs.

Pequenas uniões de sons contagiantes. O riff de "Satisfaction" , por exemplo , tem três notas. O de "La Bamba" , umas sete. O de "Day Tripper" , mais ou menos isso também. Nada muito complicado.
"You Really Got Me" tem um dos riffs mais bacanas que eu conheço. Foi ele que deu origem a riffs de duas cordas - os chamados duetos.
Ok , isso não interessa pra quem não toca violão ou guitarra.

Basta dizer então que "You Really Got Me" é um grande clássico dos Kinks , que me fez vontade de escrever sobre riffs.
Boa noite!

terça-feira, março 27, 2007

Atalho Clichê

Chocolate é bom, mas deixa um gosto amargo na boca. Não instantaneamente , mas depois de alguma meia-hora (unidade de tempo do "Um Grande Garoto").

De alguma forma , amores não correspondidos são assim também. Ou sair beijando pessoas por aí - o mais conhecido "ficar". Mas enfim , como diria o Terminal Guadalupe através de um jornalista curitibano que eu esqueci o nome , "O grande amor é aquele que não dá certo".

Será mesmo?

Atalho clichê - relacionar algo sensorial com uma desilusão amorosa. Sim , às vezes eu tenho a impressão que só me faço de coitado perante a vocês. Mas a minha vida também tem acertos e vitórias.

Eu acho né...

domingo, março 25, 2007

Manual de Instrução

Lá vou eu de novo falar de uma banda gaúcha que faz músicas bacanas e letras que tem tudo a ver comigo. De uma maneira jovem e com riffs bacanudos , o Superguidis conquistou a minha cabeça. Na primeira escutada , achei que era barulho. Mas ouvi as letras por baixo desse barulho. E elas me cativaram.

É mais uma banda boa com super no nome... Supergrass , Superphones , Superguidis. O que seriam guidis , Szum?
Ah , se as pessoas viessem com manuais de instruções?

quinta-feira, março 22, 2007

Aquele Alguém

Garotas assim tem aos montes por aí
Mas uma que saiba de cor
As canções de Matty Sharp
Não é bem assim
(Aquele Alguém , Wonkavision)

E é bem assim que eu me sinto. Como diria o meu professor de redação , o pirado Luigi: "beijar uma boca bonita é bom mas é melhor ainda quando ela também é bonita por dentro". Porra , eu não contei nada do que aconteceu aqui né? Bem , resumindo... eu fiquei com alguém , não foi do jeito que eu esperava (foi uma ficada , não aquele romance platônico bruniano) , nem no lugar que eu esperava (como eu vou contar pras próximas gerações que meu primeiro beijo foi num ônibus?) , e não terminou como eu esperava (um pedido de namoro prematuro , um namoro prematuro , um fim de namoro prematuro).

Agora , sendo sincero: não dá pra gostar de uma guria que tenta me convencer que o melhor lançamento musical dos últimos meses foi uma música da Avril Lavigne. Uma pessoa normal até conseguiria , mas não eu. Enfim , "garotas assim tem aos montes por aí". Mas não existem tantas garotas que te abraçam quando te vêem com uma camiseta dos Beatles - sim , isso aconteceu de verdade - e que gostam de Kraftwerk , Regina Spektor e Ludov.

terça-feira, março 20, 2007

Baba O'Riley

Eu nunca liguei muito pro The Who , pra dizer a verdade. Acho "Behind Blue Eyes" uma puta música e "eu quero morrer antes de ficar velho" é uma bela frase. Mas eu nunca fiz parte do grupo de fanáticos que acham o The Who melhor que Beatles , ou que dizem que o Keith Moon é "o" baterista - sou mais o John Bonham.

Mas hoje de manhã , uma guria me disse que queria escutar "Baba O'Riley". E confesso , não é algo que se espera ouvir de uma guria qualquer de catorze anos. E mais: ela disse que é impossível não fazer "air piano" na introdução. Realmente , não é algo que se espera ouvir numa manhã de terça , ainda mais no meio de uma modorrenta aula de vetores.

Fato é que esta não é uma guria qualquer. E nem "Baba O'Riley" uma música convencional. Só agora eu entendi a graça dela. Estive cansado e melancólico o dia inteiro. "Baba O'Riley" me curou. Agora eu quero sentir , tocar e ver "Baba O'Riley".

PS:Leia de novo as duas últimas frases do texto. Agora troque por um nome feminino. Será isso possível algum dia?

sábado, março 17, 2007

Better

Regina Spektor Me Faz Sorrir

Foi em setembro do ano passado. É , eu lembro bem. Eu tinha acabado de passar uma tarde horrível no shopping, vendo um filme que eu não gostei com um pessoal que eu não gostava e ainda tendo que ver a menina que eu gostava nos braços de outro. Cheguei em casa absolutamente melancólico e decidi colocar no meu windows media player o disco de uma guria russa que tocava com os Strokes e o Takeda tinha falado bem no blog dele. Não que eu gostasse dos Strokes , mas se o Takeda falou bem a chance de ser bom é grande. Essa guria se chama Regina Spektor.

Aconteceu o seguinte: fiquei feliz , como d'água pro vinho. Passei reto pelas duas primeiras faixas - "Fidelity" e "Better" - e só comecei a perceber alguma genialidade em "Samson" - lembro bem , achei parecida com Joni Mitchell. E tão feliz que eu estava , escrevi um texto mais ou menos como esse aqui no meu antigo blog. E eu não tinha ouvido nem metade do disco , vejam só.

De lá pra cá, fiz o meu pai gostar da Regina Spektor , fiz minha tia trazer o disco dela dos Estados Unidos pra mim , vi o clipe de "Fidelity" passar mil vezes na Sony e vi outros clipes dela. E cada vez que eu ouço Regina Spektor , eu sorrio. Porque a sinceridade dela cantando é algo que eu não consigo explicar. Porque eu achei um vídeo dela que ela dá ano novo pra todo mundo. No meio de Nova Iorque. E outro que ela faz compras na feira. E eu sorrio com isso tudo. O mundo de Regina Spektor é um mundo colorido , onde o amor funciona como em comédias românticas dos anos noventa.

Não nego que sempre quis viver numa comédia romântica dos anos 90. De preferência , com a Julia Roberts no papel feminino e tocando "Better" no fundo.

sexta-feira, março 16, 2007

Heroes

(Eu já falei que acho essa capa muito dez, apesar de nunca ter ouvido o disco?)

Eu tenho andado sumido , eu sei. Mas a culpa não é minha. É do Etapa , é dos ônibus , é da burocracia romântica que o nosso tempo implementou no amor. Sim , sim , depois eu conto tudo direitinho. Quer dizer , nas entrelinhas. Porque deus escreve certo por entrelinhas. (sim , é com minúsculas).

Mas agora fica por aqui o comentário: acabei de ver um capítulo dessa série "Heroes" - que não tem nada a ver com a música homônima do Bowie , que nomeia o tópico , mas serve - e achei fantástica. Save the cheerleader , save the world. Bem , o japinha que lê gibis é um dos personagens mais bacanas dos últimos tempos.

We can be heroes just for one day.
Nós todos podemos ser heróis por um dia.
Nós todos podemos ser o herói de alguém.
(modo Paulo Coelho off).

Esqueçam o Paulo Coelho. Ele é muuuuuuuuuuito chato.
Leiam o Takeda , o Randall , o Galera.
Falando nisso , alguém aí tem um "Vestido de Flor" do CEL pra me emprestar?
Acho que não.
Deixa pra lá.

Boa noite. E até quando eu voltar!